terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Tributo a Bowie

David Bowie (1947 - 2016)
10 de Janeiro: o dia em que escrevi e partilhei este 'post'

Hoje, aproprio-me do título de José Luis Peixoto. "Morreste-me". Hoje, como ontem e amanhã, habitas em mim. Em adolescente, encantava-me com “We can be heroes, just for one day” e questionava-me, contigo, em dias sombrios, sobre se haveria vida em Marte. Rendi-me muitas noites ao teu “Absolute Begginners”, a “Changes”, a “Modern Love”.

Fascinavam-me as tuas metamorfoses, a disrupção (palavra que tanto se usa hoje). Os olhos felinos, cada um de sua cor. A sobriedade britânica. O impacto emocional daquela performance no filme “Fome de Viver” ou do tema “This is not America”. Mas era o poderoso “Putting Out Fire” (banda sonora do filme “Cat People”) que me provocava arrepios. Quase tantos como “Under Pressure”.
Se tivesse que eleger uma das canções a que mais volto, em adulta, não teria dúvidas. Volto sempre ao teu magnífico “Wild is the wind”. Esse lugar seguro, onde lembro a mim mesma: “Don't you know, you're life itself?”
Somos todos criaturas do vento. Os visionários, sobretudo. Capazes de compor um “Space Oddity”. Mantiveste secreta a tua batalha final. Fizeste-me sentir um estranho abalo ao ouvir “Lazarus”, do álbum Blackstar, Era noite e eu conduzia até casa.
Cumpriste o destino das estrelas que, como as velas, brilham e são luz até ao fim. “Planet Earth is blue and there´s nothing I can do”. Por isso, David, ou melhor, Pássaro Azul (tu, que já foste tantos outros), estou grata pelo teu legado à Humanidade. E vem-me esta vontade de desejar-te uma boa viagem interestelar, no registo em que me ensinaste: “Now it's time to leave the capsule if you dare / Check ignition, and may God's love be with you”.

David Bowie (1947 - 2016)
January 10th: the day I wrote and shared this 'post'











Today, I make mine José Luis Peixoto book title. “You died on me”. Today, as yesterday and tomorrow, you live inside me. As a teenager, I was enchanted by "We can be heroes, just for one day" and in dark days, I questioned, like you did, if there was life on Mars. For many nights I surrendered to your "Absolute Beginners", to "Changes", to "Modern Love".
I was fascinated by your metamorphosis, by the disruption (word most used nowadays). By the cat's eyes, each of his color. By the British sobriety. By that performance in the movie "The Hunger" or the theme "This is not America" produced an emotional impact on me. But it was the powerful "Putting Out Fire" (soundtrack of the film "Cat People") which caused me chills. Almost as many as "Under Pressure".
If I had to choose one of the songs to which I return more often, I´d have no doubts. I always come back to your beautiful "Wild is the wind". This safe place where I remind myself, "Don’t you know, you're life itself?" We are all creatures of the wind. Visionaries, in particular. Those who have the ability to compose a "Space Oddity". So, you've kept secret your final battle. You´ve made me feel a strange shock while hearing "Lazarus", from the Blackstar album. It was night and I was driving home.

You fulfilled the destiny of the stars. Like the candles, they shine and light till the end. "Planet Earth is blue and there's nothing I can do." So, David, or better saying, Blue Bird (you, who were so many others), I am grateful for your legacy to mankind. And now comes this will to wish you a good interstellar trip, in the register you´ve taught me: "Now it's time to leave the capsule if you dare / Check ignition, and may God's love be with you."



terça-feira, 24 de novembro de 2015

Marta Carwford: "As pessoas estão confusas, não sabem o que querem"

Dez anos depois do programa de televisão AB Sexo, Marta Crawford fala do seu novo projeto, da campanha de crowdfundinga na plataforma IndieGoGo e faz uma análise da forma como evoluiram, numa década, as práticas e costumes na vida privada dos portugueses


domingo, 22 de novembro de 2015

A batalha pela perfeição: porque estamos todos nela?

Agulhas, laser, bisturi. Numa sociedade glorificadora da imagem, cada vez mais pessoas recorrem a estas 'armas' de combate para apagar as marcas do tempo - e cada vez mais cedo. O recurso à medicina estética deixa de ser exceção para começar a ser a norma

Publicado na Revista Visão 

Rita Charon | Bodies, Stories, and Selves: How Narrative Saves Lives |

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

'Será que todos precisam de ver o que coloca nas redes sociais ou está só a fazer ruído?'

O especialista em tendências digitais emergentes e colaborador da revista Wired Klint Finley explica como é possível não nos perdermos no caos das tecnologias que nos complicam a vida, quando a ideia é facilitá-la. "É preciso interagir com a tecnologia de forma mais sábia e sustentável", avisa

Publicado na  Visão a 20 de Agosto.2015


Não sabe o que é a consciência digital? Então fixe este nome: Klint Finley. Formado em comunicação e media, o jornalista americano especializou-se em tecnologias de informação enquanto fazia trabalhos em part time num laboratório de computação. Assim que acabou o curso, dedicou-se a escrever sobre temas tão diversos como startups, cultura hacker, Internet das Coisas, privacidade e neutralidade na rede. Colaborador da revista Wired e colunista noutras publicações do género, faz incursões na ficção e na música (noise art) - "a minha catarse pessoal" - assumindo a sua faceta autodidata. "Estou sempre à procura de ideias novas", esclarece o freelance, que vive com a mulher e dois gatos numa pacata zona residencial de Portland, no Oregon.
Fomos ao seu encontro para descodificar o conceito Mindful Cyborgs (ciborges - híbridos com partes orgânicas e cibernéticas - conscientes), título do podcast (programa de rádio online) de que é co-autor. Estabelecido o contacto, via Skype - final da tarde em Lisboa, início do dia em Portland - a primeira impressão foi a de estar na presença de uma mente inquieta: acabado de acordar, caneca de café numa mão e a concluir a ligação de um cabo com a outra. Momentos depois, e no tempo estipulado para a nossa conversa,  Klint deixou pistas para conquistarmos literacia digital e viver com equilíbrio na era da quantificação e da aceleração.   

Como surgiu a ideia do programa?
Quando eu e os outros dois autores (ver caixa) nos conhecemos num evento sobre a relação dos humanos com a parafernália que têm ao dispor para monitorizar as suas vidas. Fizemos um videochat ao vivo, na Wired, e dessa experiência nasceu a ideia de um programa cujo foco fosse questionar o que a tecnologia faz as nossas mentes, como muda a forma de perceber e pensar o mundo e discutir novas formas de lidar com o excesso. Em cada edição, acabamos com mais perguntas que respostas. 

Pode dar alguns exemplos dessas perguntas sem resposta? 
Até que ponto os media sociais contribuem mesmo para termos relacionamentos com mais qualidade ou os torna superficiais. Há 30 anos a relação fazia-se um a um, por carta, telefone. Hoje estamos a toda a hora com outros, que não os que estão a nossa frente, sem ninguém em exclusivo. Se um smartphone nos impede de desfrutar de uma experiência de modo mais pleno ou de pensar mais profundamente. Se devemos viver sem culpa o tempo que estamos online, como defende Alex Pang [tecnoentusiasta da universidade de Stanford, autor do livro Contemplative Computing], e usar a tecnologia como agente de serenidade e não de distração.  

Como pratica o uso consciente da tecnologia na sua vida?
Sou parcimonioso na informação que partilho. Apaguei a aplicação do Twitter do meu telefone, vou lá pelo website. Faço meditação diariamente. É preciso interagir com a tecnologia de forma mais sábia, para gerir a pressão e tomar decisões em ambientes complexos de forma humanamente sustentável. 

Que pistas pode dar para ter uma convivência saudável com o mundo digital
Respeite o espaço mental dos outros, nas redes sociais. Será que todos precisam de ver ou ler o que lá coloca ou só está a fazer ruído? Use uma parte do dia para estar só consigo. Se não consegue moderar o uso da tecnologia, pense numa forma de não depender dela e, em vez de repetir-se, ocupar-se com coisas mais criativas. 
Quem são os Mindful Cyborgs?


Klint Finley, jornalista especializado em tendências e tecnologias emergentes, ficcionista e músico

Sara M. Watson, crítica de tecnologia e investigadora no Berkman Center for Internet and Society (Harvard)

Chris Dancy, vice presidente da empresa Healthways, em Nashville e consultor na área da quantificação do self (conhecido por ser "o homem mais ligado na Terra")

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Superar Crises, Começar de Novo

Como começar de novo, quando o céu se abate sobre nós? É possível que nos venha à mente algo semelhante à questão «Can you see the real me?», como cantava Pete Townshend, da legendária banda The Who. Qual a fórmula para voltar a ter esperança, sem medo de cair de novo e ficar entregue ao desamparo, no meio da multidão?

O filme que vi há dias, data de 2007.  Reign Over Me (Em Nome da Amizade, em Portugal), do argumentista e realizador Mike Binder, tem como chamada de cartaz a frase «Let in the unexpected» e conta a história de dois amigos de universidade que se cruzam, bons anos depois, ambos em momentos de crise.


Alan (Don Cheadle), com uma excelente carreira em medicina dentária, uma família feliz e um estilo de vida luxuoso, vive angustiado pela falta de propósito e liberdade. Charlie (Adam Sandler), o seu antigo companheiro de quarto, com a sua vida desfeita, após a morte da mulher e das três filhas, no ataque terrorista do 11 de setembro. A incapacidade de sentir gratificação e desfrute de um e o processo de negação do outro equivalem a duas faces da mesma «tragédia» existencial.

A intensa e perturbadora relação entre ambos - e as diferenças de personalidade que os separam mas complementam - vai tornar possível, de forma inesperada, a emergência de uma versão mais genuína de si mesmos. Charlie aceita procurar ajuda clínica - e arriscar-se a confiar num(a) desconhecido(a). Alan abre-se a uma forma de se conduzir-se radicalmente diferente, porventura mais arriscada, mas certamente mais plena.

                                                           Liv Tyler, no papel de Terapeuta
Nada disto é isento de dúvidas, medos, frustrações e sentimentos avassaladores. Fugir-lhes e tentar esquecer o que magoa, seria renunciar à tomada de consciência, por vezes demasiado dura de suportar. É o que muitas vezes acontece, na vida real. Porém, confiar no processo tem o mérito de manifestar-se, com frequência, em melhores escolhas e ser capaz do impensável: largar becos sem saída, zonas de (des)conforto familiares. «Mais valem os males que conhecemos».  

Pouco importa se foi a atitude disponível e empática da terapeuta, a convicção persistente do amigo na capacidade de superação de «um caso perdido», ou referências musicais partilhadas entre os dois que funcionaram como a «tábua de salvação» e o passaporte de Charlie para um lugar seguro, à prova do caos que quase o conduziu a um desfecho fatal.  

                                           Ver Vídeo: The Who - Love Reign Over Me (1973, álbum Quadrophenia)  
A banda sonora acompanha os diferentes ritmos e ambientes da ficção.  tem esse potente efeito, protetor e catártico, apenas comparável ao que podemos sentir na diversidade e intensidade dos movimentos do mar. Entrar no mundo de alguém, especialmente quando atravessa uma fase de grande perturbação, conseguir conter-se e conter, ficar de pé quando se lhe atira «o barro à parede», é ver mais além, mar adentro. É dessa disponibilidade e entrega, à prova de obstáculos, que se experimenta a plena sensação de estar desperto, livre para ser quem se é (e não é), Na vida, na amizade, no amor.




sexta-feira, 24 de julho de 2015

A vida depois da morte de um filho


A hospitalização da jornalista Judite de Sousa, após ter sido encontrada inconsciente no passado fim de semana, mereceu a republicação de um artigo que escrevi para a revista Visão, aquando do trágico acidente fatal do seu filho, no inicio de Julho do ano passado. 
Em A Dor Sem Nome, pode encontrar testemunhos de quem sofreu a perda - a morte - de um filho, uma das mais duras experiências que se pode ter e a palavra dos profissionais de ajuda que contactam com estes casos na sua prática clínica. 


Pormenor de "A Tragédia", Pablo Picasso

Reprodução

No final, uma mensagem comum aos que são próximos: mesmo que o tempo não cure a ferida, ele é crucial para minimizar a dor. Ou seja, por melhor que seja a intenção, a última coisa que alguém que atravessa este luto é incentivá-lo(a) - pressioná-lo(a) a seguir em frente, saltando etapas.       

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Down The Royal Road

Na quinta dimensão em que entramos, quando adormecemos, tudo é possível. Seguindo o lema de Freud, para quem os sonhos eram a estrada real para o conhecimento do inconsciente, o psicólogo e artista audiovisual Carlo Patrão atreveu-se a explorar estas bandas (largas) e produziu um trabalho inédito, em que tive oportunidade de participar, como psicoterapeuta da AP.
São 28 minutos, onde há lugar para relatos de sonhos, teorias sobre eles e acerca de como podem constituir uma experiência pessoal transformadora, dentro e fora do contexto terapêutico.
Divulgado a 9 de Abril na rádio londrina Resonance FM, esteve igualmente presente no Borealis Festival (Noruega) e na Radiopherina, estação de rádio de arte temporária do Glasgow Centre of Contemporary Arts. Para desfrutar no blog Zepelim ou na Soundcloud


quarta-feira, 6 de maio de 2015

«I know I'm not the only one»

No passado dia 28 de Abril participei no programa da TVI A Tarde É Sua, de Fátima Lopes, para comentar as histórias de duas mulheres que viveram o papel de amantes. Elas contam como se sentiram no lugar da «outra», o que as levou a permanecer na situação e a seguir em frente a partir de certo ponto. Clique AQUI para assistir ao vídeo e ao comentário (time code: 17.36)


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Kurzweil, o visionário (quase) imortal

(publicado na revista Visão - edição especial Visão Futuro. 26.02.2015)

Famoso pelas suas descobertas e previsões, multipremiado inventor americano Raymond Kurzweil quer transcender a fronteira da vida humana e está a trabalhar para isso 
Por Clara Soares

Que idade vai ter daqui a 30 anos? O autor do livro A Singularidade Está Perto, lançado há uma década, fará 97 em 2045, no ano em que, segundo os seus cálculos, a inteligência artificial (IA) vai ultrapassar a inteligência humana e haverá uma fusão desta com a das máquinas. Na prática, teremos nanobots (micro dispositivos do tamanho de uma célula) dentro do nosso corpo a combater doenças e a expandir a memória e as competências cognitivas. Os avanços da tecnologia médica tornarão possível acrescentar mais de um ano à nossa esperança de vida, por cada ano vivido. Bem antes disso – entre 2020 e 2030 – é expectável que ultrapassemos os nossos limites biológicos e nos liguemos à internet por microchips implantados no cérebro. E que experimentemos a realidade pelos sentidos de outra pessoa, via wireless e em tempo real.





















imagem publicada em www.fayerwayer.com

Raymond Kurzweil, agora com 67 anos, há algum tempo que investe na sua reprogramação bioquímica, seguindo uma dieta não convencional, com o apoio de um médico que partilha as suas convicções. O seu regime alimentar inclui a ingestão diária de vários copos de água alcalina e chá verde, um copo de vinho e 150 suplementos alimentares (chegaram a ser 250, desde que, aos 35 anos, lhe diagnosticaram diabetes tipo II). O futurista nova-iorquino tem até um plano B, caso a vida lhe pregue a partida antes do tempo (como aconteceu com o seu pai, vítima de enfarte aos 58). Envolve criopreservação e clonagem. Mas já lá iremos.

Estamos a falar do diretor de engenharia do Google, contratado pelo CEO, Larry Page, para «trazer a compreensão da linguagem natural» ao gigante tecnológico. Do fundador da Universidade da Singularidade, no espaço da NASA e financiada pelo próprio Google, com a intenção de preparar, em nove semanas, uma tropa de elite para lidar com possíveis efeitos adversos da nanotecnologia, como o risco potencial da replicação descontrolada de nanobots (onde é que já vimos isto? Em Blade Runner, de Philip Dick?)

Ray, como também é conhecido, tinha cinco anos quando quis ser inventor. E foi. Conseguiu construir e comercializar sistemas de reconhecimento ótico de carateres, conversores de textos escritos em voz, para invisuais, sintetizadores de voz e outros, capazes de imitar com precisão o som de instrumentos reais, como o piano. Hoje é reconhecido como um dos revolucionários que fez a América e além de aplicar a tecnologia à arte, dedica-se sobretudo à investigação do cérebro humano, que pretende aplicar à construção da inteligência artificial.

Previsões de um Agnóstico
Aos olhos do cidadão comum, Ray Kurweil tem uma vida normal e uma veia empreendedora. Filho de artistas e ascendência judaica, aprendeu com o tio, que trabalhava na IBM, o b-a-ba sobre computação e nunca mais parou (o Wall Street Journal chamou-lhe «o génio Incansável»). Todas as empresas que criou tiveram sucesso e vendeu-as, permanecendo como consultor de boa parte delas, sem nunca lhe faltar espaço para a vida familiar. Casou com a psicóloga infantil Sonya Rosenwald Fenster antes de fazer 30 anos e tiveram dois filhos (Ethan trabalha em capital de risco e Amy é coreógrafa).

O que distingue um visionário são as suas singularidades. Agnóstico e adepto do pampsiquismo (doutrina que advoga a existência de uma consciência universal e a hipótese de as nossas mentes estarem ligadas, de modo não causal), Kurzweil surpreendeu tudo e todos quando as suas previsões (feitas em 1990 para o início do século XXI) se confirmaram. Levá-lo a sério constitui um desafio empolgante, embora arriscado.

Testar e expandir os limites da vida é o seu projeto mais insólito. Pouco depois de atingir meio século de existência, Kurzweil associou-se a uma empresa especializada e, quando morrer, revelou numa entrevista à Wired, será vitrificado em nitrogénio líquido e injetado com criopreservantes. A ideia é
preservar o seu corpo e conseguir restaurá--lo na altura certa e, eventualmente, fazer o mesmo com o pai. Como? Sim, Kurzweil admitiu há alguns anos à Rolling Stone o desejo de fazer uma cópia genética do seu pai, Frederic, a partir da exumação e extração do seu ADN e implantar num clone as memórias que tem dele. Ficção? Talvez sim, talvez não. Perto de 2045, falamos.

Uma Vida Invulgar
Datas marcantes no percurso de Kurzweil

1948: Nascimento
 5 anos: Exposto a diferentes filosofias, decide ser inventor
14 anos: Ávido leitor de ficção cientifica, fazia jogos e teatros robóticos e apresentou a sua teoria do neocórtex à Westinghouse Science talent Search e torna-se um dos vencedores, conhece o presidente Johnson
15 anos: Escreve o seu primeiro programa de computadores
17 anos: apresenta num programa de tv uma peça de piano composta p um computador criado p ele e ganhou um premio, sendo homenageado pela casa Branca
20 anos: No MIT, funda empresa que usava programa para combinar estudantes e universidades, que vende por 100 mil dólares e royalties
22 anos: Bacharelato em ciência de computação e literatura (1970)
26 anos: Funda empresa com o seu nome, com o primeiro sistema de reconhecimento ótico de carateres
27 anos: Casa com a psicóloga Sonya Rosenwald Fenster
28 anos: Digitalizador CCD e sintetizador de voz, que levou Stevie Wonder a comprar a primeira versão e a iniciar uma longa amizade com ele.
30 anos: Vende a empresa à Xerox e ficou como consultor ate meados dos anos 90

34 anos: Funda a Kurzweil Music Systems e, dois anos depois, o Kurzweil k250, o primeiro sintetizador capaz de recriar o piano e outros instrumentos de orquestra, empresa que vende à coreana Young Chang, oito anos mais tarde
35 anos: sofre de intolerância a glucose e conhece o medico Terry Grossman, com convicções não convencionais semelhantes às suas e dedica-se a um regime com 250 suplementos, 8 a 10 copos de agua alcalina e 10 copos de cha verde diariamente, para «reprogramar» a sua bioquímica. 
39 anos: (1987) cria a Kurzweil Applied Intelligence (KAI) para dv sistemas comerciais de reconhecimento da fala 
42 anos: Funda a Medical Learning Company (programas interativos para médicos e a KurzweilcyberArt.com e publica The Age of Intelligent Machines (1990). O seu pai morre com 58 anos, vitima de enfarte
45 anos: Publica livro sobre nutrição em que advoga o corte de calorias/gorduras consumidas para 10% do atual
48 anos: Lança a K Educational Systems (dv tecnologias de reconhecimento de padrões  para pessoas com deficiências como cegueira e dislexia)
51 anos: lança The Age of Spiritual Machines (1999) sobre o futuro da tecnologia, onde prevê que os computadores iriam ser superiores à mente humana e na capacidade de tomar decisões de investimentos lucrativos. Conquista prémio National Medal of Technology (1999), pela mão de Clinton, na Casa Branca
57 anos: K-NFB Reader; dispositivo c câmara e computador, permite a leitura em voz de texto escrito e colectar texto por imagens e lança o livro A singularidade está perto: uma história verdadeira sobre o futuro (2005)
61 anos: Em colaboração com a Google e a Nasa, anuncia a criação da universidade da Singularidade para executivos e oficiais governamentais, com a meta de inspirar lideres a inovar. O programa tem 9 semanas e assenta no conceito de Vernor Vinge, escritor e cientista de computação
62 anos: É lançado um documentário sobre a sua vida, O Homem Transcendente
64 anos (2012): É contratado pela Google para desenvolver projetos de aprendizagem de máquinas e processamento e lança livro, Como Criar uma mente: O segredo do pensamento humano revelado
66 anos: Defende que duplicar a arquitetura cerebral em máquinas pode conduzir a uma super inteligência artificial
2045: É a data em que, acredita, teremos descoberto o segredo da imortalidade. Se lá chegar, terá 97 anos