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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Queremos as noites tranquilas de volta!


Quando os filhos pequenos não dormem nem deixam os pais dormir.
Como o estado emocional e as circunstâncias de vida dos pais afeta o comportamento dos filhos (e vice-versa).
Porque andamos a dormir cada vez menos horas e em que medida afeta o desenvolvimento e o rendimento.
O que dizem pediatras, especialistas em sono infantil e quem superou o drama das noites de inferno.
Programas personalizados para mudar hábitos e regularizar rotinas.
Tudo o que deve saber para reencontrar o equilíbrio.
Leia mais nesta edição da revista Visão (nº 1143) ou AQUI

quinta-feira, 10 de abril de 2014

A importância da atenção II


No Clube de Inteligência Emocional na Escola - Aprender a Ser Feliz, desenvolvido pela professora Manuela Queirós, os participantes aprendem a desenvolver competências emocionais e fazem exercícios de consciência corporal.

A funcionar em 20 escolas públicas do País, este programa de «treino» é realizado em sessões semanais. A funcionar há quatro anos, realiza-se em sessões semanais. Para os filhos, mas também para os pais, estas sessões têm benefícios na promoção da auto estima e na regulação de emoções.

Nesta sessão, foi dado destaque ao tema da atenção, que o rendimento escolar não dispensa. A capacidade de foco, aliada à empatia, é decisiva para uma comunicação eficaz e revela-se útil na realização de tarefas que envolvem planeamento e cooperação.

Veja o vídeo: Clube de Inteligência Emocional para Pais e Filhos




quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Farta de ser a má da fita?

As mães ditam as regras, fazem cara de má, e mandam arrumar o quarto. Os pais jogam computador e levam a passear. Há forma de mudar isto.

(Excerto de artigo assinado por Catarina Fonseca.)
Ler o artigo completo em - Revista Activa)

No tempo dos nossos avós, ao papel de mau da fita cabia ao pai, que era tradicionalmente a fonte da autoridade. Com a maior autonomia das mães, estas passaram a assumir o papel de disciplinadoras.
A situação acontece tradicionalmente quando pai e mãe se divorciam, mas também é comum em muitos casais: a mãe é que impõe as regras, manda fazer os trabalhos e arrumar o quarto, e o pai joga Playstation, dá presentes e leva as crianças a passear. Os sites (e a vida) estão cheios de desabafos de mães fartas deste papel de ‘polícia familiar’.
Ser a ‘má da fita’ é uma situação que, também tradicionalmente, se intensificava com o divórcio: à mãe, que ficava com a criança no dia a dia, cumpria o ingrato papel de polícia. Ao pai de fim de semana, os presentes, as saídas, e os cinemas.

Desde 2008, quando a Lei do Divórcio mudou, que o regime da guarda partilhada passou a ser a regra, e a autoridade cabe... à pessoa que estiver na altura com a criança. “Ou seja, a autoridade acaba por ser quem está mais à mão”, nota Clara Soares, psicóloga, jornalista e autora de vários artigos sobre o divórcio. “Os homens deixaram de ser pais de fim de semana e passaram mesmo a ter de ser pais a tempo inteiro. Portanto, o esquema tradicional em que o pai impunha a autoridade morreu, mas o esquema seguinte em que era o pai que dava os presentes também já vai pelo mesmo caminho.”
Por outro lado, estamos numa sociedade de consumo, onde os filhos podem ser mais facilmente subornáveis. “É inevitável que as regras sejam diferentes em cada casa”, nota Clara Soares. “Se o tempo for de qualidade não é necessário dar alguma coisa para impor uma coisa que já tem, tipo ‘vou-te dar um telemóvel para compensar o pouco tempo que eu passo contigo’. Os miúdos percebem quando estão a ser subornados, e podem fazer chantagem: ‘Vou pedir ao pai para me dar o telemóvel porque tu és má e não dás.’”
Mesmo que seja a nível de dinheiro, estamos sempre a falar da atenção dispensada. “Mas os filhos só exigem alguma coisa quando não se sentem suficientemente ambientados, e quando ninguém estabelece limites”, nota Clara Soares.

Quando falta autoridade aos dois pais, o que acontece é que os presentes substituem uma relação, e as próprias crianças podem começar a exigi-las como compensação para o que não têm. “As crianças, se não têm o que é essencial, agarram-se ao acessório”, explica a psicóloga. “E mais tarde começam a odiar as pessoas à volta delas porque repetem o ponto de fuga que está automatizado.”
Por exemplo: um rapaz que foi ‘comprado’ com presentes por pai ou mãe, habitua-se a resolver a vida nessa base. “Imaginemos um rapaz que está sempre a fazer de homenzinho da casa para chamar a atenção da mãe. Quando passa o tempo a chamar a atenção da miúda e ela o ignora, ele dá-lhe coisas com medo de a perder mas sem necessariamente saber se gosta dela. Então, pode estar a repetir a operação de charme que foi obrigado a desenvolver para sobreviver em casa. Foi uma projeção para o exterior do seu ponto de fuga, o seu ângulo cego, aquela área que não vemos porque estamos demasiado próximos.”
Ou seja, em conclusão, hoje em dia já não há esquemas definidos para a definição de autoridade numa família.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Viciadas no amor

Estranha forma de vida, essa que tantas vezes sentimos como nossa. Se tivesse um sabor, poderia ser agridoce. E se tivesse uma cor, talvez pudesse ser púrpura. Porém, é a ausência de cor que melhor define este estado de alma.
Clara Soares
(publicado em http://mulher.pt.msn.com/relacoesefamilia/)



Zélia é uma profissional de sucesso. Ultrapassada a barreira psicológica dos 40 anos, estaria realizada e feliz. Divorciada há 14 anos, só tem tido olhos para o namorado, que continua a viver sem ela e com outras relações pelo meio. Zélia foi alimentando a esperança de que um dia ele mudasse para ficar a seu lado, depois de tantas provas de dedicação e carinho. "Sou para ele a número um. O problema é que se farta das pessoas e está convencido de que uma relação estável não faz parte dos seus planos", diz.

Miguel, "uma pessoa bem colocada na vida, a nível académico e familiar", chegou, em tempos, a concordar em comprarem uma casa para ambos. Mas o projecto deixou-o numa tal angústia que acabou gorado. As esperanças ficaram mais abaladas quando Zélia soube por terceiros que a sua paixão acabara de ser pai de uma criança, fruto de um dos seus casos.


A princípio foi um choque, mas a sua capacidade de perdoar venceu. O que não esperava era que a mãe daquela criança voltasse a ficar grávida. Ainda tentou fazer orelhas moucas às pessoas amigas que viam nele um marialva incorrigível, chegou mesmo a iniciar um relacionamento com "uma pessoa honesta, espectacular", que lhe foi apresentada e com a qual saiu durante dois anos. Porém, terminou a relação por chegar à conclusão de que o amor de sempre não lhe saía da cabeça. "Estou sempre a condicionar a minha vida à disponibilidade dele e perdi a confiança, mas ainda não me mentalizei de que o problema é meu e que, mais cedo ou mais tarde, vou ter de desistir de nós", confessa, com amargura.Sem forças nem estabilidade emocional, Zélia apoia-se na medicação para a tensão arterial descontrolada, de origem nervosa, e toma diariamente ansiolíticos. Ficou internada alguns dias num hospital, tendo a única visita dele durado escassos minutos. Cansada de dar e de sofrer, equaciona pela primeira vez a possibilidade de sair deste filme, ainda que não saiba muito bem como.


"Fui uma mulher que amou demais quase toda a vida, até que o preço para a minha saúde física e mental passou a ser tão elevado que fui forçada a analisar rigorosamente o meu padrão de relacionamento com o sexo oposto." A confissão é da psicoterapeuta familiar Robin Norwood, autora de um best-seller, "Mulheres que Amam Demais" (Editora Sinais de Fogo)."Usamos os relacionamentos para afastar a dor", justifica Robin, "do mesmo modo que recorremos a substâncias que viciam, como as drogas e até o trabalho excessivo." Partindo da ideia, consensual entre psiquiatras e psicólogos, de que a incapacidade para viver relacionamentos sãos se alicerça em padrões de comunicação disfuncionais aprendidos na infância e ao longo da adolescência, a autora apresenta inúmeros casos que acompanhou durante a sua prática clínica. Têm em comum o facto de se fascinarem por pessoas que irradiam problemas e uma dependência da emoção, nomeadamente da emoção negativa.

Esta atracção por parceiros ausentes, negligentes, violentos (física ou psicologicamente) ou imaturos é praticamente inevitável, particularmente no caso de filhos adultos de pais alcoólicos, toxicodependentes ou com segredos e disfunções familiares. De forma inconsciente, acabam por envolver-se com pessoas muito parecidas com o pai ou a mãe com quem tiverem problemas ao longo do crescimento, perpetuando o tipo de comunicação que conhecem, na tentativa de resolver um conflito que lhes causou mágoa, dor ou raiva.

Neste sentido, defende a especialista californiana, o envolvimento com uma pessoa "normal" afigura-se insípido e monótono, porque lhe falta a intensidade dramática, a luta e a emoção da incerteza que geram, neste caso, a impressão de se estar vivo. Quanto maior for o sofrimento vivido em criança, mais forte será a tendência para o recriar e controlar na idade adulta. "Não existem coincidências nos relacionamentos nem acidentes no casamento", conclui Robin.

www.maxima.pt